Dinheiro - Quanto levar e como economizar??!!! "Quanto vou gastar em minha viagem?" Resposta: 34 dólares por dia. Pronto, próxima pergunta.
Calma, brincadeirinha. Não que não se possa gastar 34 dólares ao dia numa viagem, o valor é até bastante factível, mas a verdadeira resposta é que não existe uma resposta definitiva; gastos são muito relativos
Mas ainda assim você quer números, você precisa de números... Bom, então vamos lá. Tradicionalmente calcula-se para uma viagem sem luxo na Europa 50 dólares ao dia, fora passagem de avião e um eventual passe de trem. Consumistas podem gastar mais - e muito mais. Econômicos podem gastar menos - e bem menos. Os 34 dólares chutados acima, que poderiam ser 37, ou 45, ou 28 ou 12 dólares, ou um pouco mais, ou menos ainda, são médias de gastos - todas definitivamente baixas, e pressupondo esforço para isso - que podem ser alcançadas com a combinação de uma série de variáveis.
Na prática, em viagens racionais (ou seja, comendo e dormindo) economiza-se na Europa...
Trabalhando huhuhuhuhuh....... ...no Brasil: Planeje, priorize e guarde uma grana. Sim, é fácil assim.
...na Europa: Garçom, lavador de pratos, babás, faxineiras, arrumadeiras e cozinheiros. Trabalhos absolutamente comuns e obviamente tão dignos quanto qualquer outro. Muitos países da Europa precisam de mão-de-obra neste tipo de serviço e quem acaba encarando são os estrangeiros. Consideramos o trabalho no exterior, além de toda a experiência de vida, uma boa possibilidade de prover fundos - in loco - para viajar (mais). Uma idéia para os aventureiros de plantão sem problema de tempo é ficar um pouco em países diferentes, sempre se virando através de bicos. Melhor na teoria do que na prática, pois nem sempre se arranja emprego com a tranqüilidade desejada. O ideal é procurar naqueles países que oferecem maiores facilidades e o domínio da língua não seja um obstáculo. Inglaterra, e particularmente Londres, é uma das praças mais procuradas - e normalmente encontradas. Para se ter uma idéia, um waiter ou uma cleaner podem ganhar entre a 5 e 15 dólares por hora. Mas não vá achando que é chegar e levar. Você até pode cogitar expandir sua viagem em função de um job, mas não deixe de considerar as variáveis e dificuldades.
Escrito por Elaine Delfino às 15h52
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Agora que já descobrimos como é a maratona do visto , vamos planejar a nossa viagem?

Sua viagem já começa no planejamento - ou mesmo no pré-planejamento. Esta é a fase em que você ainda está pensando se vai (pensando no que, viajante?). Algumas questões são pertinentes a isso.
Objetivo da viagem - Por que ir?!.... Querendo ou não toda viagem tem um objetivo, fazer turismo, estudar, estagiar, trabalhar, viver. Tire um mês de férias ou um ano de "licença-juventude" (e não interessa a sua idade) e faça a sua viagem. Explore regiões ou países de acordo com o seu tempo, orçamento e interesses particulares.
Se o seu objetivo é estudo.... Conciliar viagem com estudos é unir o útil ao agradável - isso deve ser MUITO bom. Informações podem ser levantadas junto à sua universidade que, muito provavelmente, deve ter um departamento de assuntos internacionais ou algo similar (muitas mantêm convênios com universidades estrangeiras). Ou, no caso de intercâmbio escolar, consulte agências de viagem especializadas em turismo estudantil.
Melhor ainda se puder ganhar uns trocados, adquirindo, além da já suficiente bagagem de vida, experiência profissional. Neste caso, com um estágio no exterior. E há para todos os campos, apesar de estudantes das áreas técnicas e biomédicas serem ligeiramente favorecidos. Os estágios devem sempre ser providenciados no Brasil e muitos órgãos e empresas exercem esse tipo de atividade (veja em Agências de Viagem e Seguro-saúde).
Mais fácil e comum é estudar o idioma local. Inglês, espanhol, alemão, francês e italiano são as línguas mais valorizadas em nosso mercado de trabalho, com escolas para estrangeiros pipocando por Londres, Madri, Berlim, Paris e Roma. Mas cuidado: existem escolas e escolas, e obter informações prévias sobre as mesmas é sempre aconselhável. (Nada, é claro, que depois de matriculado não possa ser resolvido com uma troca de escola).
Detalhe importante para quem vai com o objetivo de aprender o idioma somos nós mesmos - irmãos brasileiros. Estar lá fora, festiar e conviver com nossos conterrâneos é muito bom, mas muito possivelmente retarde o aprendizado da língua. Infiltrar-se mais na vida do país, além de facilitar uma proximidade maior com a sua cultura, favorece uma fluência mais eficaz. Uma alternativa aos grandes centros citados são pequenas cidades do interior, ou mesmo adjacentes, longe o suficiente para ficar rodeado basicamente por nativos e perto o bastante para aproveitar as maravilhas do cosmopolitismo ocidental, incluindo, quem sabe, uma inevitável festinha brasileira. Aos mais alternativos, há também opções de ensino para estrangeiros de dinamarquês, sueco, norueguês, tcheco, russo, holandês, polonês, húngaro e, se você procurar, até mesmo do sisuati.
Muitas agências de viagem são especializadas em cursos no exterior. Outra boa possibilidade é você viajar por conta própria e matricular-se no país em questão. Todas as capitais européias, além de muitas outras cidades de cada país, oferecem o ensino do seu idioma para estrangeiros - e com possibilidades de preços bem menores do que os de escolas que têm suas brochuras nas agências de turismo do Brasil. Aí é um peitaço que você e seu bolso decidem.
Trabalho Trabalhar no exterior é uma possibilidade a ser considerada, principalmente para quem pretende ficar mais tempo. Aos bisnetos de italianos, netos de alemães, filhos de ingleses (todos com a devida documentação) ou a qualquer outro que tenha um passaporte da União Européia, o continente está de braços abertos para exercer qualquer atividade profissional. É só uma questão de procurar. Aos mortais que têm unicamente o valorizado passaporte verdinho, trabalhar em qualquer país europeu é, genericamente, ilegal. No entanto, é possível adquirir uma permissão de trabalho temporária. Em muitos países, como na Inglaterra por exemplo, estudar, tendo um visto de estudante, permite trabalhar meio-turno, ou part-time (full-time em período de férias escolares).
Claro, não é impossível trabalhar sem a permissão do governo local. Sempre há restaurantes precisando de garçons, cozinheiros e lavadores de pratos; casas, de babás e cleaners; hotéis, de chambers e recepcionistas, além de outras dezenas de opções, passando da construção civil e entrega de revistas à colheita de moranguinhos e pesca da lagosta. Tudo absolutamente ilegal. Sendo bem realista ...saiba que trabalhar sem permissão é crime. Aos que são pegos, a penalidade, conforme o país e a sua própria sorte, pode variar de uma simples advertência (àqueles realmente bons de desculpa), à multa, prisão (yeah, acontece) e/ou deportação. Muita gente corre o risco e acha que vale a pena. A experiência vale, com certeza. O stress (ou não), por trabalhar na clandestinidade, é com você.
Para todos os demais Enfim, outros estão apenas preocupados em viver. Viajar, conhecer pessoas, lugares, culturas. É mais do que o suficiente. É uma experiência de vida inesquecível e, ainda que não se tenha outro real objetivo, muitos benefícios agregados estarão por vir. É só uma questão de botar o pé lá fora.
Clima - Quando viajar Você sabe: quando no Brasil é verão, é inverno na Europa - e vice-versa. E se você está preocupado com esta última estação, ok, não vamos mentir, especialmente se você mora acima de São Paulo: o inverno europeu é rigoroso. Mas bem agasalhado você deve sobreviver. Uma paisagem de neve também tem seu valor - ainda que você possa viajar dias sem que caia um mísero floquinho, e ter chuva no lugar. As noites são mais longas e, se você realmente tem ojeriza ao frio, evite esta época. Porém, se os meses entre dezembro e fevereiro forem o seu único período disponível, pegue um bom e confortável casaco, botas ou sapatos impermeáveis e divirta-se tomando chocolates quentes e capuccinos nos cafés europeus, que, para sua despreocupação, têm infalíveis sistemas de calefação, tal como hotéis, albergues e todos os estabelecimentos comerciais e de serviços.
O verão, por outro lado, pode ser muito quente, especialmente no sul da Europa, na região do Mediterrâneo. E prepare-se: em julho e agosto você não vai estar sozinho. Se você tem alergia a multidões de turistas, definitivamente essa estação não é a sua temporada. Caso forem, porém, estes os seus únicos meses livres, trate de aproveitar o sol lagarteando em piqueniques nos parques e fazendo mais um monte de coisas - afinal, também será horário de verão e os dias são mais longos, quando museus e atrações fecham mais tarde.
Agora, se você é um dos afortunados que tem condições de escolher o período da viagem, nada melhor do que a meia estação: abril/maio e setembro/outubro. Nem muito frio, nem muito quente. Menos turistas. Hotéis, albergues e trens mais vazios, eventualmente dispensando reservas. E, de quebra, preços mais baixos e até negociáveis. Mas não se preocupe. Independentemente da época em que você for à Europa, vai aproveitar.
Escrito por Elaine Delfino às 15h36
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Os primeiros passos....O Visto
O primeiro passo é tirar o passaporte - óbvio, considerando que essa etapa já está cumprida, vamos para a mais difícil de todas, no meu pontos de vista!!
O Visto.... A Grã-Bretanha não exige visto de brasileiros mas também não garante a entrada do visitante no país. Como nos outros países da União Européia, o Departamento de Imigração está cada vez mais rigoroso. Na hora de passar pelo controle de imigração, tenha em mãos sua passagem de volta e na ponta da língua a data da volta e a quantia de dinheiro que está trazendo. Às vezes, o funcionário pede para ver o dinheiro e te pergunta onde vai ficar hospedado.
O ideal é ter cidadania européia, eu não tenho, então resolvi optar pelo visto de estudante, cada dia mais rigoroso... Com ele você pode trabalhar 20 horas por semana , não é muito mas sempre dá para ter dois empregos - dizem meus amigos!
Seguem algumas dicas para conseguir o visto, tiradas com amigos que estão por lá, leitura e mais leituras em site, visitas as feiras de estudantes e por aí vai....
1) Matricule-se num curso de, no mínimo, 20 horas/ aula por semana. Leve o comprovante de inscrição (dá para fazer tudo pela internet e pagar com cartão de crédito). Hoje em dia o ideal é se matricular em um curso por 06 meses a 01 ano, caso vc queira conseguir o visto de estudante e não de turista. 2) Jamais, em hipótese alguma, diga que pretende trabalhar lá e, é claro, mostre que tem dinheiro o suficiente para se manter nesse período de tempo. Cartão de crédito é importante, mesmo que no fundo você saiba que não vai usá-lo. Você pode se matricular por um mês no curso e dizer que vai ficar dois ou três (viajando, por exemplo), mas não fale que vai ficar um tempo muito maior do que o curso. 3) Vá com algum tipo de acomodação reservada, pelo menos para os primeiros dias (pode ser albergue) e mostre o comprovante. 4) Eles vão perguntar se você tem algum familiar/ amigo vivendo lá. Claro que você não tem, pois tendo, a probabilidade de você ir para ficar, segundo a lógica deles, é maior.
Depois de tudo isso... ainda não temos certeza que vamos conseguir o visto. Tudo é muito incerto e se a imigração desconfiar que temos intenções de morar ou trabalhar podem nos mandar de volta direto do aeroporto. É aconselhável que você tenha um inglês básico para poder se comunicar com eles, mas caso não tenha, não fique nervoso, solicite um interpréte. Se mesmo assim não der certo, talvez receberemos um visto de turista, que dificultará para arrumar emprego - mas nada é impossível!
Esse site é interessante: www.educationuk.org.br

Escrito por Elaine Delfino às 14h01
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Olá!!!!! Quando decidi que iria passar alguns meses em Londres , comecei uma busca louca por informações que pudessem me ajudar na minha tão esperada viagem..... Estou indo em Março/04 e por isso resolvi compartilhar as informações que consegui até agora com vocês. Chegando lá vou começar a informar o que deu certo ou não - afinal - até agora sou uma "londrina" virtual e na prática as coisas costumam ser um pouco mais quentes. Essa aí sou eu....

Escrito por Elaine Delfino às 13h58
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